Hoje, dou início a uma nova sessão no blog: Com a palavra, a profissional.
Regularmente, vou trazer um texto técnico ou opinativo escritos por profissionais da saúde mental sobe a depressão e os cuidados que podemos tomar.
Para inaugurar a coluna, trago a Psicóloga Carolina Monteiro Ue, com um breve texto sobre depressão no ambiente de trabalho. Aproveitem e sigam a página dela no Facebook, Psicóloga Carolina Monteiro Ue, que traz mensagens bem bacanas e para agendar consultas. Lembre-se: Pedir ajuda é essencial!

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a depressão é um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente e pela perda de interesse em atividades que normalmente são prazeirosas, acompanhadas da incapacidade de realizar atividades diárias, durante pelo menos duas semanas.

Muitas vezes a depressão é confundida com a tristeza, por isso temos que estar atentos com a duração destes sentimentos.

Considerando-a no âmbito do ambiente de trabalho; há alguns anos, as doenças psiquiátricas eram ignoradas pelas empresas, que não reconheciam a gravidade e a enxergavam apenas como uma tristeza passageira ou como falta de interesse. Os profissionais sofriam em silêncio e acabavam demitidos por algo que não podiam controlar. Em muitos lugares, o tema segue como um tabu e muitos funcionários ainda precisam esconder a condição depressiva para evitar a incompreensão dos chefes.

Não é por acaso que a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que, até 2020, a depressão passará da 4ª para a 2ª colocada entre as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo. Estima-se que 121 milhões de pessoas sofram com a doença, sendo 17 milhões só no Brasil.

O acompanhamento, por parte da empresa, é fundamental. Tendo as informações médicas de seu colaborador, o gestor pode saber o que esperar do trabalhador, equilibrando as expectativas e sendo realista quanto a capacidade operacional dele. Também ser um líder que estimula o tratamento fármaco e terapêutico é necessário e pode ser até o diferencial entre afastamento e reabilitação do funcionário.

A terapia Cognitiva comportamental auxilia neste tipo de tratamento, pois ela é focada e diretiva neste processo.

 

 

 

Psicóloga Carolina Monteiro Ue