Estou de volta ao isolamento. Ao que parece, a segunda onda é uma realidade. Começaram a pipocar casos no meu ambiente de trabalho e, por ser grupo de risco, como consequência, retornei à quarentena.

Comodidades à parte, afinal agora temos Disney Plus, tenho sentimentos conflitantes.

Como você, leitor atento, se lembra, posso dizer que a primeira quarentena foi uma “benção” para mim. Me afastei de pessoas que me faziam um mal enorme e tive tempo para refletir e trabalhar alguns dos meus vários conflitos e frustrações internos. Devido ao alivio desse peso, tirei vários projetos do papel, escrevi meu livro (a ser lançado muito em breve) e comecei a escrever o segundo. Voltei a tocar.

Posso afirmar ter saído do isolamento melhor de como entrei.

Agora neste segundo, já não tenho tanta certeza.

Nem digo pelo meu ambiente de trabalho, que segue a mesma tranqueira tóxica, mas por ter redescoberto a alegria de encontrar algumas pessoas queridas.

Antes da quarentena, fugia das pessoas como se tivessem a peste. Fossem elas queridas ou não. Depois de sete meses sem vê-las, e mais bem resolvido internamente, tornou-se agradável novamente jogar conversa fora.

Porém, o que mais assusta, é ceder totalmente às compulsões: comprar, comer em excesso, procrastinar…

Esse novo isolamento será um teste da minha recém adquirida força de vontade.