Já ouviu dizer que “Cabeça vazia é morada do capeta”? Pois é. É verdade.

Pensa comigo. Quais são seus piores momentos? Onde toda a tristeza, desesperança e carga pesada da nossa doença pesa mais? Quando focamos nela, certo? Seja voluntária ou involuntariamente.

Às vezes é aquele momento de silêncio antes de dormir, escovando os dentes, tomando banho (a expressão “chorar no banho” é muito realista) ou um momento qualquer em que a cabeça não está focada.

Seguindo a cartilha do autoconhecimento, reconheci essa falha em mim.

E desenvolvi uma estratégia. Estou sempre ocupado.

“Ah, mas e a anedonia? Não tenho vontade fazer nada, como vou ficar ocupado se não consigo ter força pra fazer nada?”

Calma! Quem disse que é pra fazer exercício, encher uma laje ou fazer um relatório gigante? Comece devagar.

Faça coisas simples. Ao escovar os dentes, ligo meu celular e ouço um podcast. No banho eu coloco músicas animadas e canto (Hoje não faço isso, consegui me disciplinar e uso este momento para organizar meus pensamentos e planejar meu dia). Adormeço com a TV ligada. Não é muito saudável, mas me mantém focado em alguma coisa e afoga os pensamentos ruins.

Não estou sendo negacionista, tentando fugir da realidade e engarrafar meus problemas. Faço tudo isso, mas tenho meus afazeres e atividades que me ajudam a enfrentar a causa raiz da minha doença. Tracei estratégias para isso.

Como eu fiz isso? Muita terapia, estudo e auto estudo. Nada dessas pequenas dicas que dou aqui para tornar nosso dia mais suportável substituem o tratamento psicológico/psiquiátrico. Só isso vai tratar e curar.

Não se esconda, peça ajuda e mantenha-se ocupado!