No texto de terça (clique aqui para ler) falei um pouco sobre o egoísmo inerente ao depressivo. Como acabamos fazendo sofrer os que nos amam.

E, honestamente, só eles importam.

Mas e os outros? Os conhecidos? Os parentes que vemos somente em aniversários e velórios? Os colegas de trabalho.

Ora, danem-se todos.

Se alguém não consegue compreender como é difícil conviver com essa doença, ou não se importa conosco o suficiente para compreender nossa situação, ou ainda, acha que você é “fresco”, “preguiçoso”, “antissocial” e o velho “não tem consideração” por qual motivo deveríamos nos importar com a opinião deles? Quiçá com sua existência.

Lembremos, estamos atravessando um período de provações que vai e vem, tem altos e baixos. Lutamos por nossa vida e pela qualidade dela todos os dias.

Neste momento, o egoísmo, em sua modalidade seletiva é uma coisa boa. Se determinada pessoa não está ali com você, participando da sua vida e você da dela, enfrentando o dia a dia de mãos dadas ou te lembrando do quanto te ama (assim como você deve sempre lembrar tal pessoa do seu amor por ela, enfrentar tudo com ela), neste momento você deve colocá-la em uma caixinha no fundo da mente e deixar por lá.

Pelo menos até você estar mentalmente saudável novamente para lidar com hipocrisia e falsidade.