Obsessão se trata de uma ideia fixa sobre alguma coisa, demonstrando um apego exagerado a tal objeto. Derivado do latim obsessĭo, é um início de persistência doentia sobre algo. Apesar do incômodo que causa, o obsessivo não acredita que está fazendo qualquer mal a alguém.

Bom, essa é a definição médica.

Mas, e na prática? E não, não vamos falar sobre TOC, isso é outra coisa.

O depressivo é uma pessoa obsessiva.

Uma pessoa que fica tão obcecado com determinado acontecimento ou fato, a tal modo que a mudança no status quo, a falha em atingir seu objeto de desejo, ou até mesmo a perda desse, o joga na mais completa escuridão.

Isso pode ser contestado, mas também pode ser analisado.

Eu persegui, obcecadamente, por anos, um objetivo que não atingi, e, fatalmente, fiquei doente.

E aí, comecei a ficar obcecado por coisas que pudessem me afastar da realidade que eu já não aguentava mais viver.

Não, nada ilícito, não uso, nunca usei e não tenho interesse em drogas.

Um jogo no videogame, celular, comprar em demasia coisas “colecionáveis”, querer ter rápido, e logo, sem condições financeiras às vezes, por medo de acabar.

Tudo para preencher um vazio emocional cada vez maior.

E a satisfação em obter esses falsos objetos de desejo dura muito pouco.

E além, após gastar horas nesses jogos, ou gastar rios de dinheiro em “coisas”, vem o arrependimento. E junto com ele, a percepção que o buraco ainda está lá.

Por isso, cada vez mais, acredito que o caminho da cura é identificar e trabalhar o que nos falta.

Nas palavras do Prof. Dr. Clóvis de Barros Filho: “Aprenda a gostar do que é seu”.