No caminho do autoconhecimento, um dos passos é saber reconhecer seus sentimentos e a utilidade deles.

Já falei sobre como a raia e o ódio foram o caminho que me levaram para o escuro (sim, isto é uma referência a Star Wars) em colunas anteriores (http://aventurasdeumdepressivo.com.br/quando-a-raiva-fala-mais-alto/ ).

Quando reconhecemos o papel de um sentimento em nossa vida, é natural prestar atenção em suas manifestações a nosso redor.

E, óbvio, foi nas redes sociais onde vi o ódio se manifestar mais vezes e com mais força.

Vi uma garota que mudou seu corpo através do esforço físico e da medicina receber ódio em tal intensidade que sua alegria por conseguir um objetivo se transformou em depressão.

Testemunhei pessoas criativas, sensíveis, usarem o ódio para expressar sua opinião política, chegando a desejar a morte dos opostos.

Observei, com tristeza, classes de pessoas oprimidas pelo ódio usarem o mesmo sentimento para se afirmar e pedir igualdade. O que é, no mínimo, paradoxal.

É válido usar a raiva como combustível para levantar e tomar atitude, auto motivar-se.

Agora usar o ódio como ferramenta de mudança, como arma para agredir alguém que conquistou algo que almejamos e ainda não atingimos, é contraproducente, tóxico e letal.

Não consigo ver, em momento algum da história, uma mudança positiva ou qualquer coisa positiva, ser alcançada através do ódio.

Eu poderia usar exemplos, mas não é o intuito desse blog.

O intuito desse blog é oferecer empatia com quem sofre de depressão.
E, amigo depressivo, esse sentimento de ódio não agrega em absolutamente nada no nosso caminho em busca da cura.

Eu consegui um remédio. Seja quem for, se está espalhando ódio, ganha um belo block. Afasto a negatividade tirando-a da minha vida.

Tento exercer as mudanças que desejo através da empatia, amor, compreensão e, principalmente, exemplo.