Por que buscamos tanto pertencer?

Estamos sempre buscando fazer parte de um grupo, de um núcleo, estar próximos a pessoas com as quais temos afinidades.

Aglutinamo-nos por opiniões políticas, gosto musical, gênero, sexualidade, nível intelectual, cultural, socioeconômico.

Em níveis macro já estamos aglutinados pela geografia, nacionalidade e raça.

E eu acho isso uma merda.

“Ah, mas o ser humano é um animal social, ele quer estar com os outros”.

BALELA!

O ser humano quer pertencer aos seus iguais. E disso nascem escabrosidades como racismo, misoginia, homofobia, xenofobia, e um monte de outras coisas que só servem para separar.

A luta entre “tribos” por supremacia é tão antiga quanto a raça humana.

Um grupinho de pessoas das cavernas se juntou de um lado, seja lá por qual razão: sobrevivência, afinidade, reprodução, tanto faz. Um pouco mais distante, outro grupinho se formou também.

E, ao encontrarem-se pela primeira vez, quebraram o pau.

E por que isso? Era outro grupo, estranho, não “pertencia”. O primeiro pensamento foi: destruir o outro antes que ele nos destrua.

Colaboração mútua pela sobrevivência de ambos? Nem pensar. O instinto animal não funciona assim.

E isso nem pode ser colocado na conta do primitivismo.

Afinal, isso acontece ainda hoje. Seja lá qual grupo se junte, qualquer o motivo, o objetivo se torna destruir o oposto para “sobreviver”. Comportamento mais animalesco do que humano.

O opressor quer destruir o oprimido.

E o oprimido não quer apenas deixar de sê-lo. Ele quer se tornar o opressor da vez.

E por quê? Oras, cada um quer o seu “certo” como o mais correto. O outro está errado. E para isso deve ser subjugado, derrotado. Ou o outro grupo se molda inteira e perfeitamente à minha visão ou precisa ser eliminado, destruído.

Quem ganha a guerra conta a história.

E por isso que esse papo do ser humano ser um animal social é balela. O ser humano é um bicho estúpido que deseja, acima de tudo, ser dominante e supremo em sua totalidade interna e externa e provar que todos os diferentes em qualquer grau são inferiores e devem ser aniquilados ou isolados em guetos, de preferência, bem longe de sua visão e convívio.

E isso é para todos. Qualquer minoria quer virar maioria e fazer exatamente o mesmo com o antes majoritário.

Salvo raras exceções.

E são essas exceções que acabam pautando minhas convicções.

Enquanto o bicho humano não aprender que toda pessoa no planeta é apenas isso, uma pessoa e, portanto, sua raça, credo, cor, gênero e opções não devem ser levadas em consideração em nenhum tipo de julgamento de valor, vamos continuar formando tribos de neandertais buscando uma a aniquilação da outra.

Ou somos iguais, ou não somos. Simples.

E o que isso tem a ver com depressão?

Meu amigo, se você não sabe responder essa pergunta, você está a um passo da doença.