Você passou anos deprimido, nada deu certo, perdeu as contas de quantas vezes pensou em tirar a própria vida, isso se não tentou.

Um belo dia, você resolveu procurar ajuda, ou foi estimulado a fazê-lo. Foi direitinho no psicólogo, tomou os remédios receitados pelo psiquiatra adequadamente.

No começo foi complicado, você sentia um tanto aéreo, sem energia, abobado. Mas aí, isso foi passando, aos pouquinhos, e depois de um tempo, você finalmente acordou, levantou-se e, escovando os dentes, se tocou de não ter precisado travar aquela batalha inglória para sair da cama.

Foi natural.

O mundo mudou de cor. A energia estava lá. Finalmente, uma motivação vinda de algum lugar te fez ter um dia produtivo.

No dia seguinte você até conseguiu ir à academia. No outro, manteve uma conversa saudável sem ter vontade de gritar a plenos pulmões para seu interlocutor calar a boca e te deixar em paz.

E melhor ainda, você saiu no final de semana, encontrou os amigos, chegou até mesmo a realmente se divertir em alguns momentos.

E, do nada, no outro dia, você não queria se levantar de novo. Sair da cama foi como levantar um caminhão usando o dedo mindinho. Tudo voltou a te irritar, perdeu a graça. Até aqueles pensamentos sombrios, há tanto tempo adormecidos, deram o ar da graça outra vez.

Nessas horas você precisa ter uma coisa muito enraizada em mente: ESTÁ TUDO BEM!

Altos e baixos são normais. Recaídas acontecem.

Não desista do seu tratamento, não ache que tudo está perdido.

Acontece! E não só com você. Faz parte do processo de cura.

Mantenha-se firme na decisão de lutar, de se tratar, de se curar. Peça ajuda nestes momentos. Respeite seus limites.

Respeite a si mesmo.